Anuncie

Audi√™ncia P√ļblica vai debater racismo nas escolas do PR

A iniciativa √© do deputado Renato Freitas, que tamb√©m √© o presidente da Comissão de Igualdade Racial da Assembleia

Por Claudemir Hauptmann em 16/11/2023 às 17:26:10
Valdir Amaral/Alep

Valdir Amaral/Alep

A Comissão de Igualdade Racial da Assembleia Legislativa do Paran√° realizar√°, na próxima segunda-feira (20) - Dia Nacional de Zumbi e da Consci√™ncia Negra - a audi√™ncia Pública "Combate ao Racismo na Educação: 20 anos da Lei 10.639/2003", às 18h, no Plenarinho da Casa, em Curitiba. O combate ao racismo no ambiente escolar se faz urgente porque o tema est√° no topo da lista de locais em que os brasileiros mais afirmam ter sofrido viol√™ncia racial.

De acordo com dados da pesquisa Percepções Sobre o Racismo, do Instituto de Refer√™ncia Negra Peregum, divulgada em agosto desse ano, a cada 10 pessoas que relatam ter sofrido racismo no Brasil, 3,8 foram vítimas da viol√™ncia em escolas, faculdades ou universidades. Além disso, as demandas e denúncias que chegam diariamente à Comissão de Igualdade Racial confirmam a necessidade de pautar o assunto no ambiente legislativo do Estado do Paran√°.

De fevereiro até outubro desse ano foram registradas e encaminhadas à comissão 11 denúncias de racismo nas escolas do Paran√° contra estudantes e professores. E todas as denúncias tiveram atendimento e encaminhamentos, requerimentos e/ou ofícios, reuniões presenciais e online/telefone, e em todos os casos, as vítimas receberam acompanhamento e auxílio dos profissionais que atuam na comissão da Assembleia do Paran√°.

O deputado Renato Freitas (PT) - foto - é presidente da Comissão de Igualdade Racial na Assembleia e defende um modelo de ensino seguro, acolhedor e que incentive à socialização, sempre com respeito à vida dos outros seres humanos, mas segundo Freitas, infelizmente, a escola acaba sendo um espaço que propicia episódios de todas as formas de viol√™ncia, o que é inadmissível.

"Quando eu era criança, a escola nunca me entendeu e eu nunca entendi a escola. O colégio não percebia que os problemas que eu enfrentava vinham de fora do ambiente escolar como a pobreza, a falta de estrutura e o racismo. Eles falavam do meu cabelo, da minha roupa, me chamavam de beiçudo e eu fica ali e observava também que o mesmo acontecia com os outros pretos da escola e percebi que eles estavam como eu, invisíveis no fundo da sala torcendo para não serem vistos. E na escola, quando voc√™ também não quer ser visto, voc√™ também não fala, não responde, não faz trabalho, não tira notas boas, não tem √Ęnimo. Não tem vida naquele espaço porque viver é existir, é ser visto, é ser ouvido. Quem não é visto e nem ouvido, existe menos", afirma Freitas.

Fonte: Assembleia Legislativa do Paran√°

Comunicar erro
anuncio 2

Coment√°rios

Anuncie 5